Eliana Maria Nigro Rocha

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Qual é o mínimo que precisamos fazer neste caso?


          Acostumados a buscar o máximo, podemos de início estranhar esta questão de Winnicott.

          Eu era ainda uma aspirante a aprendiz desse famoso psicanalista, mas já antevia nessa frase uma grande afinidade: se acreditamos na capacidade do ser humano em buscar por seu equilíbrio, como terapeutas temos que interferir o mínimo possível para que cada um de nossos pacientes possa encontrar o seu verdadeiro modo de ser e de se comunicar. Para tal, teremos que conhecer profundamente nosso ofício de modo que possamos utilizar apenas as ferramentas efetivamente necessárias.

          Lembro do então estudante de Medicina, Abu, narrando maravilhado suas primeiras experiências com partos. Ele dizia que basicamente era só acompanhar o processo natural e na hora exata fazer um suave movimento de auxílio para que o bebê acabasse de nascer.
          Sem dúvida, ele estava falando do verdadeiro parto normal. Talvez possa auxiliar nosso raciocínio clínico optarmos sempre que possível pelo parto normal, deixando induções, fórceps e cesáreas para os casos que efetivamente necessitem disso.

          Isso tudo tem a ver também com Sócrates e sua maiêutica.



[1] D.W. Winnicott. Explorações Psicanalíticas.1994 (reimpressão 2007) São Paulo: Artmed. Pg 247



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